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Jornalista Mauro Cezar deixa a ESPN após 16 anos

O jornalista Mauro Cezar anunciou que está deixando a ESPN após 16 anos na emissora e expôs sua frustração com a Disney, dona do canal esportivo que exigiu contrato de exclusividade com o profissional. “A ESPN não é mais o mesmo lugar. Mudou, deixou de ser meu habitat. Melancólico admitir, mas como disfarçar?”, disse o comentarista na manhã deste sábado, 02, em seu perfil  oficial nas redes sociais.

No Instagram, Mauro compartilhou um compilado de imagens dele com vários colegas na bancada de programas, telejornais, fazendo entrevistas e comentando partidas de futebol.

“Após mais de 16 anos, deixo os canais ESPN. Uma história que começou quando o Paulo Cesar Vasconcellos, companheiro de Jornal do Brasil na década 1990, sugeriu meu nome ao grande José Trajano, em outubro de 2004. Sempre serei grato. Como aos colegas que me toleraram por tanto tempo”, começou o apresentador.

“Jamais fui de reclamar de emprego sem me mexer. Se não estava bom, procurava outro. E nunca trabalhei por tanto tempo no mesmo lugar. Mas a ESPN não é mais o mesmo lugar. Mudou, deixou de ser meu habitat. Melancólico admitir, mas como disfarçar? Direito dela, claro”, avaliou o mesmo.

Em seguida, Cezar começou a tecer duras críticas à Disney pelas reformulações nos contratos de trabalho e cortes de seus funcionários.

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“Recentemente, lá de fora, veio outra alteração que modifica a relação com funcionários. A inflexível proposta do grupo para renovar contrato trazia em anexo um ‘cadeado’ onde se lia ‘exclusividade’! E sem grandes contrapartidas. Em 2021? Nessa altura da vida, com quase 38 anos de carreira? Abrir mão de tudo? Seria frustrante, além de um retrocesso profissional”, criticou ele.

“Não, eu não estava disposto a fazer isso comigo mesmo. Saio orgulhoso por ter contribuído com a TV que marcou época investindo no jornalismo que acredito. Com muito trabalho, horas e horas, dia após dia, construí a estrutura profissional que me permite escolher. E é ótimo poder dizer ‘não’ quando há incompatibilidade entre o que nos é proposto e nossos planos, sonhos”, ressaltou.

“Mesmo sem êxito, agradeço o empenho da diretoria brasileira, que tentou minha permanência, reconhecendo meu valor profissional. Desejo boa sorte aos que ficam, afinal, como disse Nelson Rodrigues: ‘Sem sorte não se chupa nem um Chicabon'”, brincou o profissional, que aproveitou para informar que suas outras plataformas de trabalho seguirão intactas.

“Os interessados em meu trabalho continuarão me encontrando aqui, no meu canal do YouTube (cada vez mais importante para mim, agora com Clube de Membros), no Twitter, no Facebook, no Sparkle, em meu blog e em vídeos no UOL, nos podcasts Posse de Bola e Muito Mais do Que Futebol, na Live Soft Open, no Um Dois Esportes da Gazeta do Povo, no Estadão, no curso online de jornalismo esportivo e onde mais a profissão me levar”, elencou.

Por redação

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