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Globo responde ao presidente Bolsonaro depois de ser chamada de emissora “inimiga”

Em um áudio vazado, o então presidente Jair Bolsonaro acusou a TV Globo de ser uma emissora “inimiga” de seu governo durante conversa com Gustavo Bebianno, ex-ministro da Secretário-Geral da Presidência da República.

Nas mensagens vazadas pela revista Veja nesta terça-feira, 19, Bolsonaro exigi que seu então ministro cancelasse um encontro que estava marcado com Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de relações institucionais do Grupo Globo.

“Gustavo, o que eu acho desse cara da Globo dentro do Palácio do Planalto? Eu não quero ele aí dentro. Qual a mensagem que vai dar para as outras emissoras? Que nós estamos se aproximando da Globo. Então não dá para ter esse tipo de relacionamento. Agora… Inimigo passivo, sim. Mas trazer o inimigo para dentro de casa é outra história. Pô, cê tem que ter essa visão, pelo amor de Deus, cara. Fica complicado a gente ter um relacionamento legal dessa forma porque cê tá trazendo o maior cara que me ferrou – antes, durante, agora e após a campanha – para dentro de casa. Me desculpa. Como presidente da República: cancela, não quero esse cara aí dentro, ponto final. Um abraço aí”, disse o presidente.

Após as publicações dos áudios, a Rede Globo de Televisão respondeu por meio de nota dizendo que “considera que não tem nem cultiva inimigos”. Leia a nota na íntegra a seguir.

“O Grupo Globo considera que não tem nem cultiva inimigos. A própria natureza de sua atividade jamais permitiria qualquer postura em contrário. Hoje, como sempre, sua missão é levar ao público jornalismo independente – dando transparência a tudo o que é relevante para o País – e entretenimento de qualidade. Continuaremos a trabalhar nesta mesma direção.

Por André Zaady