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Comentarista da TV Globo é atacado e sofre racismo na internet

Paulo César de Oliveira, comentarista de arbitragem da TV Globo, sofreu injúria racial de um internauta em sua conta do Instagram após dar uma opinião sobre o jogo entre Fluminense e Corinthians, que ocorreu no último domingo, 13. O perfil chamou o ex-árbitro de “macaco sem vergonha”. Ele prometeu que levará o caso de racismo para a Justiça.

“Foi um comentário de um internauta, vi só na segunda-feira, 14. Ontem (terça) fiz contato com a delegacia especializada em crime virtual em São Paulo e hoje como vou trabalhar lá, estou na estrada e vou registrar a ocorrência. Pediram pra salvar a URL do perfil, o print, e já fiz isso. Estou indo agora à tarde. O comentário ainda está na minha publicação, não respondi nada para não alardear, mas pedi orientação ontem e vou registrar. É inaceitável”, explicou Paulo ao G1.

O criminoso fez o comentário depois que Oliveira concordou com a decisão do juiz em marcar um pênalti a favor do Fluminense. O clube carioca venceu o Corinthians por 2 a 1 e a penalidade máxima teve muita importância para o resultado final.

“Nessa ação do Bruno Méndez [jogador do Corinthians], ele está com o braço muito levantado. Mesmo batendo no corpo antes, aquele braço acima da linha do ombro, numa posição antinatural, é pênalti. Houve mudança na orientação”, comentou Paulo na ocasião.

Paulo César de Oliveira confessa que não foi a primeira vez que sofreu um ataque racista. Quando ainda era árbitro, ele apitava um jogo entre Paysandu e Flamengo e o ex-técnico do clube de Belém do Pará, Carlos Alberto Torres (1944-2016).

“Ele [Carlos Alberto Torres] me ofendeu, chamou de negro de merda, teve uma repercussão muito grande, mas depois me pediu desculpas pessoalmente. Cheguei a processá-lo, mas com o pedido de desculpas abri mão do processo, perdoei, que a alma dele descanse em paz. Mas desta vez não conheço o internauta, não sei se é perfil falso ou se não é, acho que não, mas vou levar o caso adiante para servir mesmo como um processo educativo, uma forma de repudiar essa conduta”, completou.

Por redação

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