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A ‘Escrava Isaura’ da Colômbia tem produção milionária e ganha espaço na Netflix

‘La Esclava Blanca’ (2016) é a novela mais cara da história da Colômbia e  tem muitas semelhanças com ‘A Escrava Isaura’, feita pela Globo em 1976 e que ganhou remake na Record em 2004. Com tamanho prestígio, o enredo colombiano ganhou prêmios, chamou atenção pelo seu perfil estético e está no catálogo da Netflix.

Produzida pela emissora Caracol Television, a história teve um investimento de 9,4 milhões de dólares. A diretora da trama, Liliana Bocanegra, contou que ficou muito feliz em poder integrar o projeto, pois faria o público conhecer um momento histórico do país pouco explorado pela dramaturgia local.

Juliana Barrera, produtora executiva da trama, procurou novos atores para montar o elenco. “O básico do elenco era ter novos rostos para o nosso país, porque o que é realmente essencial é que as pessoas se viciem nos personagens e não no ator por trás, mais em um assunto tão delicado quanto a escravidão”, afirmou ela em entrevista ao site La Opinión de Almeria.

Não basta só preço, tem que ter qualidade!

As gravações foram feitas na costa do Caribe colombiano e no centro do país para refletir a Colômbia do século XIX, período em que se desenrola o enredo. Santa Marta, Cartagena, Vale do Cauca, Bogotá, La Guajira e Medelín também foram palcos das filmagens, inclusive tendo cenas na fazenda que viveu Simón Bolívar em seus últimos dias de vida.

A direção optou por seguir um estilo mais cinematográfico, fugindo de closes, usando drones, guindastes, planos abertos e muita movimentação dos atores em cena. Isso só aconteceu porque a novela contou com apenas 62 capítulos, dando oportunidade para a produção ter maior cuidado com a questão técnica de cada cena.

Por redação