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Marco Feliciano pressiona Jair Bolsonaro e ameaça entregar vice-liderança do governo

A nomeação da advogada Claudia Mansani Queda de Toledo para a presidência da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), publicada pelo governo federal na última quinta-feira, 15, está causando desconforto entre os aliados do presidente  Bolsonaro. Atualmente vice-líder do governo, o pastor Marco Feliciano (Republicanos-SP), colocou o cargo à disposição. Ele cobra para que a nomeação seja desfeita.

 

IMAGEM: INTERNET

Em seu perfil oficial do Twitter, o congressista falou que Claudia possui um perfil “esquerdista”, que não dialoga com o governo Bolsonaro.

De acordo com as publicações de Feliciano, a nova presidente da Capes defende bandeiras como “a ideologia de gênero nas escolas, o feminismo e as pautas de Paulo Freire”. 

O pastor ameaçou deixar o cargo de vice-líder do governo. Ele afirmou que procurou o ministro da Educação, Milton Ribeiro, para falar sobre a indicação de Queda. “Ele desconversou”, disse.

“Se o governo não reavaliar essa nomeação, e esta senhora continuar, entregarei o meu cargo de vice-líder do governo, pois não terei como explicar para todos os que estão me pedindo uma explicação sobre esta nomeação estranha”, afirmou Feliciano.

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De acordo com o currículo disponível na Plataforma Lattes, Claudia é docente nas áreas de direito constitucional e dá aulas na graduação e na pós-graduação do curso de direito da ITE (Instituição Toledo de Ensino), em Bauru (SP), da qual é coordenadora científica. Ela também é reitora do Centro Universitário de Bauru.

A instituição é a mesma pela qual Ribeiro e o ministro da AGU (Advocacia Geral da União), André Mendonça, formaram-se.

A professora tem mestrado em direito das relações sociais pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e doutorado em direito constitucional pela ITE.