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Jair Renan, filho de Bolsonaro, é acusado de tráfico de influência

Um grupo de empresários que atuam no ramo da construção e mineração se reuniram com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, um mês após doar um carro elétrico avaliado em R$ 90 mil a Jair Renan, um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro.

A reunião contou com a participação de Jair Renan e representantes da Gramazini Granitos e Mármores Thomazini (que compõem o grupo) e foi agendada a pedido de um assessor da Presidência da República. A informação é do jornal O Globo.

A empresa recebe, desde setembro de 2019, um benefício fiscal de 75% no pagamento do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ). Ele é válido até 2028 e foi concedido pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Este ano, segundo números do Diário Oficial da União (DOU), o grupo já conseguiu ao menos 15 autorizações da Agência Nacional de Mineração (ANM) no estudo de novas áreas de exploração. Ciente de alguns desses dados e fatos, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito que investigará a proximidade de Jair Renan com os empresários.

A suspeita é de “possíveis crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro”. O grupo empresarial é sediado em Barra de São Francisco, no Espírito Santo.

O carro elétrico dado a Jair Renan, seria apenas uma das doações feitas. O filho de Bolsonaro, que administra sozinho uma empresa de eventos, chamada Bolsonaro Jr Eventos e Mídia, que é dona de um camarote no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, cujas placas de granito foram doadas pela Gramazini Granitos e Mármores Thomazini.

Renan não se manifestou a respeito das informações. Já o Ministério do Desenvolvimento Regional diz que o atendimento para apresentação de novas tecnologias construtivas “é comum e corriqueiro” dentro do governo federal.

Por redação

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