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Greve dos Correios: audiência de conciliação termina sem nenhum acordo

Terminou sem acordo a audiência de conciliação realizada na última sexta-feira, 11, entre os trabalhadores dos Correios e os diretores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que poderia resultar no fim da greve. Com isso, a paralisação da categoria ainda continua.

Convocada pela ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Kátia Arruda, a audiência virtual ocorreu com o objetivo de tentar uma solução negociada para a greve, iniciada desde o dia 17 de agosto. No entanto, nenhuma contraproposta foi apresentada pela direção da empresa, de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT).

A categoria tem como principal demanda a manutenção do acordo coletivo assinado no ano 2019, previsto para valer até 2021, mas que acabou suspenso pela estatal por conta da pandemia do Covid-19, alegando falta de condições financeiras. Com a medida, dezenas de cláusulas deixaram de vigorar, incluindo aquelas referentes ao auxílio-creche, licença-maternidade de 180 dias e o adicional para quem trabalha à noite.

Outra grande reclamação dos sindicatos da categoria é em relação à possibilidade de privatização a empresa, que vem sendo defendida pelo governo federal e já despertou o interesse de grandes empresas estrangeiras, como Alibaba e Amazon.

Com a falta de um acordo entre  ambas as partes durante a audiência, a greve dos Correios continua. Nesta sábado, ela está chegando ao 26º dia, e caso não haja nenhuma reviravolta nos próximos dias, será levada a julgamento no Tribunal Superior do Trabalho.

Ao final da audiência de ontem, a ministra marcou a data para o julgamento do dissídio coletivo, que ficou agendado para o próximo dia 21 de setembro. Ela também deu um prazo de cinco dias para que os advogados envolvidos no processo se manifestem.

Em nota divulgada à imprensa brasileira, a direção dos Correios comentou que tem sido transparente com os colaboradores a respeito da situação financeira pela qual a estatal tem passado, agravada em decorrência da crise causada pelo novo coronavírus.

A empresa ainda informou que continuará trabalhando com o Plano de Continuidade de Negócios, para tentar minimizar os impactos da greve, garantindo o acesso a serviços essenciais prestados pela mesma.

POR REDAÇÃO

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