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Entregadores tentam criar cooperativa para deixar iFood e Uber Eats

No último sábado, 25, entregadores de diversas cidades brasileiras se mobilizaram novamente para pressionar plataformas como Uber Eats, iFood e Rappi a aumentarem os valores de corridas e melhorarem algumas condições de trabalho, mas um grupo de profissionais pretende cortar vínculos com essas empresas e fundar uma cooperativa com um aplicativo próprio.

A iniciativa foi sugerida ao movimento Entregadores Antifascistas por Eduarda Alberto, entregadora do Rio de Janeiro e estudante de Arquitetura e Urbanismo na UFRJ, e conta também com o apoio voluntário de alguns advogados, economistas, programadores e estudiosos do cooperativismo de plataforma. “A luta não é só por melhoria dentro do aplicativo. Até porque muito foi refletido internamente de que lutar por melhoria dentro do aplicativo não resolve nossos problemas, né?”, afirmou em entrevista à BBC News Brasil.

Para tornar o projeto em realidade, o grupo já está em contato com a CoopCycle, uma federação que reúne 30 cooperativas do tipo, sendo 28 na Europa e duas no Canadá, e que permite que iniciativas em diferentes cidades compartilhem serviços, como uso de um software e aplicativo comuns, com objetivo de baratear custos.

Ainda assim, existem muitas limitações, já que, mesmo que a plataforma já tenha sido traduzida, é necessário adaptá-la totalmente a um sistema de pagamentos que opere no país e motos não são incluídas no sistema, apenas bicicletas. Enquanto a cooperativa não sai do papel, o WhatsApp e o Instagram já estão sendo utilizados pela Aline Rieira, que gerencia entregas a uma rede de clientes pelo Señoritas Courier, em São Paulo.

Por redação

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