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Olívia Torres revela publicamente sua homossexualidade

A atriz Olívia Torres emocionou os seus seguidores ao revelar publicamente sua homossexualidade.

Nas redes sociais, a artista gravou um vídeo lendo um texto escrito por ela mesma há algum tempo e que fala sobre casais homoafetivos no cinema.

“A primeira e provavelmente mais arrebatadora foi na sala de cinema. Uma sensação nítida de que se eu tivesse assistido aquilo durante minha adolescência tudo seria radicalmente diferente. Que eu teria chorado lágrimas guardadas há menos tempo e teria assumido algo desde sempre tão óbvio com mais tranquilidade”, disse a mesma, que completou:

“Todos os homens que transei e que não queria, todos os ‘eu te amo’ que copiei de outros casais, e súplicas para que fossem de verdade os arrebatamentos que nunca duravam. Um esforço constante de fazer da minha vida uma encenação tosca”.

Diante da grande repercussão de sua mensagem, Olívia comentou sobre a sua intenção com o vídeo. “Quando eu fiz o vídeo, a minha intenção era muito menos de me assumir publicamente, até porque eu já saio na rua e beijo mulheres, namoro, pra mim eu já estava bastante assumida. Quando eu fiz o vídeo, a minha intenção era de me aproximar do cinema, pegar um texto meu que eu tinha gostado, e transformar ele em um vídeozinho, brincadeira de fazer cinema. E se tornou algo mil vezes maior e é muito emocionante, eu estou muito agradecida!”, disse nos Stories do Instagram.

Confira abaixo o texto completo:

“A primeira e provavelmente mais arrebatadora foi na sala de cinema. Uma sensação nítida de que se eu tivesse assistido aquilo durante minha adolescência tudo seria radicalmente diferente. Que eu teria chorado lágrimas guardadas há menos tempo e teria assumido algo desde sempre tão óbvio com mais tranquilidade. Duas mulheres que são apresentadas, que flertam, que tem coragem, que se beijam, que entendem que o risco valeu a pena, que se apaixonam, que fodem e amam. Meu corpo respondendo a todos os estímulos, eu encantada pelo amor e simultaneamente destroçada por ele. Pelo que me neguei e me obriguei a viver. Todos os homens que transei e que não queria, todos os ‘eu te amo’ que copiei de outros casais, e súplicas para que fossem de verdade os arrebatamentos que nunca duravam. Um esforço constante de fazer da minha vida uma encenação tosca. Mas no cinema não era um exercício de memória e julgamento. O arrebatamento vinha da alma, como sendo apresentada a outros espaços dentro do corpo, outras possibilidades assustadoras que antes eu só entendia onde viviam observando no outro. Novidade do que poderia agora ser meu, a mais inédita e irreal possibilidade de amar.”