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MP oferece denúncia contra ex-BBB Felipe Prior por estupro de mulheres

O Ministério Público de São Paulo denunciou, nesta quinta-feira, 6, o ex-BBB Felipe Prior por estupro. Na terça-feira, 4, a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo havia concluído o inquérito policial sem indiciá-lo. Durante a investigação, três mulheres denunciaram o arquiteto Felipe Prior, ex-participante da 20ª edição do ‘Big Brother Brasil’, por dois estupros e uma tentativa de estupro.

Os promotores Danilo Romão, da 7ª Promotoria Criminal, e Fernanda Moreti, da Promotoria da Violência Doméstica, denunciaram Felipe Prior por um crime de estupro, de acordo com o artigo 213 do Código Penal Brasileiro (CPB). O crime teria ocorrido em São Paulo, em 2014.

Os outros três casos teriam ocorrido em outros municípios e serão enviados para os promotores locais, que vão analisar caso a caso.

A denúncia do estupro foi encaminhada para a 7ª Vara Criminal da Barra Funda e vai tramitar sob segredo de Justiça.

Em nota, as advogadas Juliana de Almeira Valente e Maira Machado Frota Pinheiro, que representam as vítimas, disseram que “oferecimento da denúncia contra Felipe Prior demonstra a consistência das provas do caso, apesar das tentativas de desacreditar as acusações e as vítimas. Reforça a confiança de que o caso chegará a um desfecho com o mínimo de Justiça, apesar das marcas que estarão para sempre com toda as mulheres que sofreram abuso.”

A advogada de defesa de Felipe Prior, Carolina Pugliese, disse em nota que “no inquérito policial foram produzidas provas robustas que levaram a autoridade policial a concluir pela inocência de Felipe Prior. Foi demonstrado, cabalmente, que Felipe não cometeu crime de violência sexual nem qualquer outro crime.”

Nesta terça-feira, 4, a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo concluiu o inquérito policial que apurou as denúncias de três mulheres contra o arquiteto Felipe Prior, ex-participante da 20ª edição do BBB, por dois estupros e uma tentativa de estupro. O caso tramitou em sigilo e Prior não foi indiciado.

Entenda o caso:

Em 03 de abril de 2020, uma bomba contra Felipe Prior, ex-participante do Big Brother Brasil 20, da Rede Globo, veio à tona por meio de uma reportagem da revista Marie Claire, que trouxe o relato de duas mulheres que o acusa de estupro e de uma outra vítima que alega ter sofrido tentativa de violência sexual pelo mesmo.

Com exclusividade, a revista teve acesso a diversos documentos que comprovariam os relatos das vitimas, que tiveram as identidades preservadas. A assessoria de Imprensa de Prior negou-se a comentar as denúncias na reportagem.

Segundo a matéria, o primeiro caso teria ocorrido em agosto de 2014, durante o jogos universitários das faculdades de arquitetura e urbanismo de São Paulo (InterFAU). A moça teria aceitado carona de Prior e, de acordo com o próprio relato, estava bastante alterada pelo consumo de bebida alcoólica.

No caminho, o arquiteto parou o carro e, no banco de trás do veículo, teria praticado o estupro. Devido a penetração forçada, a mulher sangrou e foi a um hospital. No local, não relatou o motivo da lesão, mas possui laudo que comprova uma laceração em seu lábio vaginal.

“Tudo para mim se resume a uma grande agonia no peito. Simplesmente coloquei a violência que sofri debaixo do tapete por seis anos. Achei que não lidando com ela, sumiria em mim. Atrasei dois anos da minha faculdade por causa do estupro. Tranquei todas as matérias do curso porque vê-lo todos dias era torturante. Ele é um cara impulsivo, agressivo. O que mostrou no BBB não chega perto do que é na vida real”, disse a jovem, identificada como Themis (nome fictício), à Marie Claire.

Em 2016, Felipe teria tentado estuprar outra jovem. Segundo o relato da mesma, ele teria a persuadido a entrar na barraca, porém, como não havia preservativo, ela se recusou a fazer sexo. Diante da negativa, o ex-brother teria tentado forçar a relação. Porém, ela conseguiu se desvencilhar. Após o início do BBB 20, ela conseguiu contato com a primeira vítima. As duas decidiram, então, agir.

Já o segundo caso de estupro teria acontecido no InterFAU no ano de 2018, em Itapetininga. O relato da vítima diz que Prior a convidou a entrar na barraca e que o ato sexual começou de maneira consentida.

De acordo com a vítima, durante o sexo, Felipe Prior começou a ficar violento e a teria agredido. Testemunhas na barraca ao lado também relataram ter ouvido alguns gritos de “para” e “está me machucando”.

Enquanto ele participava do BBB 20, a InterFAU foi questionada nas redes de o porquê de Prior ter sido impedido de participar dos jogos. Por meio de um tuíte, eles falaram: “Temos ciência do que está acontecendo e nos pronunciaremos no momento certo”.

A advogada das vítimas explicou para a revista como chegou ao caso. “Esse trabalho começou no final de janeiro, a partir da conversa com a primeira vítima. Conforme tivemos informações sobre a existência de outras, percebemos que, para que os fatos fossem relatados com a devida profundidade e complexidade, teríamos que fazer uma investigação defensiva abrangente. E assim chegamos à segunda e à terceira vítimas e às demais testemunhas. Tivemos inclusive notícia de pelo menos uma outra, que acabou preferindo não depor”, disse ela.

Por redação

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