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Filha de Belchior é presa por suspeita de latrocínio, entenda o caso

Foram presas na última quinta-feira, 13, em São Carlos, interior de São Paulo, Isabela Menegheli Belchior, de 26 anos, filha do cantor Belchior (1946-2017), e a namorada dela, identificada como Jaqueline Priscila Dornelas Chaves, de 31 anos. Segundo informações do portal G1, as mulheres estão em prisão preventiva.

Isabela e Jaqueline são acusadas de envolvimento no assassinato do metalúgico Leizer Buchiwieser dos Santos, que ocorreu em agosto do ano passado. O investigadores relataram que o homem morto era pedófilo e costumava marcar programas sexuais pela internet, sempre pedindo pela participação de crianças menores e oferecendo um valor ainda maior.

Em uma dessas ocasiões, Leizer marcou um programa com Jaqueline, no valor de 500 reais, e solicitado a presença de uma menor de idade. A mulher teria prometido levar a sobrinha, de 3 anos, mas isso acabou não acontecendo. Ainda segundo o delegado de polícia as mulheres e mais dois homens (irmãos de Jaqueline) armaram uma emboscada para o metalúrgico.

A intenção era extorquir dinheiro da vítima, usando a criança como “isca”. Porém, o grupo teve um desentendimento no local e Leizer acabou sendo morto com vários golpes de faca. Em agosto o homem foi dado como desaparecido e logo depois o carro dele foi encontrado queimado e abandonado em um canavial. O corpo foi localizado em uma mata apenas em setembro.

Jaqueline e Isabela se entregaram à polícia e cumprem prisão preventiva. Os dois homens, que também estiveram envolvido no caso, seguem foragidos, mas com a prisão decretada desde o mês março.

As advogadas de Isabela e Jaqueline afirmaram ao G1 que “a criança não estava presente na cena do crime” e também negaram a intenção do grupo de extorquir dinheiro da vítima. Ela também afirmam que não houve nenhum roubo.

Em uma conversa com a reportagem do portal UOL, o delegado do caso Gilbeto de Aquino deu informações mais detalhadas sobre o caso.

“Os interrogatórios foram feitos ontem, e segundo consta a Isabela assumiu que deferiu um golpe de faca alegando que ele atentou sexualmente contra ela, de forma forçada. Nós, no entanto, apuramos que esse encontro foi todo marcado via chat, e ele pagaria por esse encontro”, disse o delegado.

“Acabaram matando ele no local, colocaram no carro, jogaram o corpo em um lugar e incendiaram o veículo. Nós investigávamos o caso como homicídio, depois fomos descobrindo o envolvimento de Leizer com a pedofilia”, acrescentou o mesmo.

Por redação

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